Embora o tempo tenha passado
E nossos corpos não sejam os mesmos
E nossos corpos não sejam os mesmos
Apesar dos caminhos serem tão diversos
Ter tido sol, chuva, maresia...
O seu nome que eu bem sei
E o meu você também
O brilho dos olhos, um certo balanço
Carregam as marcas daquele dia
E daquele outro e daquela festa
De tantos encontros, de tanta luz
Que compartilhamos e nos fizemos
O que em mim hoje tem daquela Ana?
Será que você quer saber?
Sim, eu quero saber de você, eu te admiro
Porque de onde vieste tenho uma aposta
Que mesmo com muitas divergências
Há outras coincidências
Que me fazem encontrar-te com alegria
Que trazem um reconhecimento
E me preenchem de saudade
De um tempo e de alguém
Que faz parte de quem é você
Porque se pra toda morte há um fim
Também restamos de continuidades
De mais um, mais um, mais um
E, quem sabe, dos caminhos outros que tomamos
Que hoje se reencontram nesse algum tempo
Façamos nova vida, nova história
Não a partir de um nada
Nem da morte
Mas da vida que vivemos
Emergindo do nosso encontro
Semente de quem somos