Mostrar... essa é a questão. Por um lado me encolho e não quero que me vejam, meu interesse é olhar. Olho quieta. E às vezes por trás das câmeras, mais que olho, tento capturar a imagem.
Daquilo que produzo, seja por escrita com letras seja pela escrita com luz (a photo grafia), em geral não mostro. É muito eu, muito isso, muito do que não se pode dizer. E justamente por isso vai escrito e no que escrevo e contorno vejo que não disse, ou que não foi tudo, ou tanto. Sempre me falta.
Apesar dos pesares há ainda outros temas a compartilhar. Esses sim mais práticos, mais fáceis, daquilo que aprendi como se faz ou como não se faz. Por exemplo, tenho gatas, Ai, que lindas, que meigas, como é bom ter seu carinho ao chegar. Aprendi um pouco a lidar com gatas, ao menos as minhas. Aprendi mais recentemente a como não se conduzir uma mudança de apartamento. Foi duro, mas eu aprendi. Essas pequenas coisas me animam mais de lhes dizer. Dizer a vocês que não me conhecem... E que, por fantasia minha, podem viver um pouquinho -bem pouquinho- melhor se souberem de algumas dessas coisas que eu aprendi. E eu também acho que posso aprender com vocês. E ser um pouquinho mais feliz até que é uma coisa boa.
É tudo tão ambivalente. Quero escrever pra mim. Não ser vista e não ser julgada. Não ser reduzida à sua opinião. Quero escrever pro mundo, oferecer algo do que sou. Ser alguém aos seus olhos mas não aceitar não ser pela mesma perspectiva. Ter os poucos a quem credito validade no dito, outros muitos que passem, que caminhem enquanto lhes for útil.
Abri um novo espaço, que fique aberto até saber o que faço.
11/12/2014
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