quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Existência

Muito tenho pra dizer sem saber quem pra ouvir
Eco! Eco! Eco!
Me escuto.
Eco! Teco! Meço!
As palavras vão se torcendo, aparecendo outros sentidos. E os sentidos, as vezes tão certos, nem sempre escritos, causando um equívoco aos que lêem. Ela disse isso, dirão. E as vezes disse mesmo. Mas não era bem isso. Eu queria dizer...
Era outra coisa. A coisa nunca dita, que eu mesma não sei. Procuro saber, perdida em mim, no mundo, perdida aí. Você sabe?
Claro! Quem não sabe? O que saberia? Sabe que você é um ser no mundo? Poderia ser qualquer um. Quem você é? Que anda fazendo consigo? Vou levá-lo a beira do cais...
Ou no alto das árvores. Ou no vento que inventa. Quem venta?
Vem tu. Vem que te espero, de braços abertos e alma sedenta. Dos bons encontros, das muitas cores, dos universos. Incrível o mundo quando estamos juntos.
Ah, chá! Acho que precisamos de um tempo. De uma verdade compartilhada, do pensamento aberto. Olha pra mim. Eu existo aqui.

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