domingo, 20 de agosto de 2023

Olha o que você me fez fazer!

 Tem pessoas que nos tiram do sério!

Há quem se pergunte se elas gostam de apanhar...

E tem pessoas que batem. Que tentam se controlar, mas acontece.

Como assim: acontece?

Viram um monstro?

Saem de si?

Para onde vão?

Quem fica ali?

Perderam a cabeça...

E ficou apenas o resto do corpo.

Um resto que bate.

Mas também... passaram do limite.

Fez que fez e deu nisso.

Não podiam ter feito isso.

E tendo feito não restou alternativas.

Não soube. 

Prendam! Não pode, é proibido.

Proibido? Prendam? Mas eu amo...

Ama? Ama? Ama?

Que é o amor?

Isso não é amor!

O amor é bom.

Quem tem apenas o amor? Onde está amor, puro, sem a sua face odiosa?

Limite. Intolerável. Impossível. Interdito.

[Eu tive uma vizinha que engravidou. Nasceu uma menina. A mãe passava o dia sozinha com sua filha. E ficava irritada e gritava muitas vezes. Ela chorava muitas outras. Culpava a filha pelo seu estado de espírito. Até o dia que ela fez alguma coisa. Eis uma frase propositadamente ambígua. A menina chorava muito. A mãe dizia: olha o que você me fez fazer. A menina tinha 2 anos.]



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