Uma boa parte da minha vida foi tentando dizer que meu valor não está no dinheiro que (não) ganho.
O valor das coisas não é possível de ser traduzido apenas por dinheiro. Muito menos o de pessoas.
É possível ser feliz com pouco dinheiro. É possível fazer valer a pena...
A precariedade, se não é muita, movimenta.
Venho fazendo uma vida que vale a pena com pouco.
E ei de me convencer que, se eu tiver a chance de ter algum dinheiro, que eu poderei ser feliz também.
Que eu seguirei não sendo o dinheiro que recebo.
Que sou digna de receber algum dinheiro.
Eu quero ouvir o impossível. E saber fazer com o não-saber. Acertar onde não vi.
Nada de terrível há de acontecer, apesar do medo. Será incrível. Quando a gente caminha na direção do desejo dá um frio na barriga.
E entre o pesadelo de cair no abismo e o sonho de ser alguém, a escolha de uma profissão sem garantias, gabaritos e fórmulas.
Que quero eu do mundo? Que quero eu de mim?
Eu vou! Eu vou!
Caminhando contra o vento... Eu vou. Por que não? Eu vou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário