Pedras sobre pedras
Formam escadas, vãos, paredes
Montanha alta, bela, árida
Poucas plantas, poucos pássaros
Muito céu, secura, aspereza
E num pequeno vão entre pedras
Faz-se flor na natureza
E me pergunto a cada passo
Em que traço dali me enlaço
O coração batendo forte
O cansaço e um sinal da morte
Ali meu corpo tão singelo
Tão frágil, estranhamente belo
Batendo vento, sentindo o frio
E seguindo em frente no meu vazio
Como viver essa rede do humano?
Num limiar entre a dependência e a independência
Entre a autonomia e confiança em si
E entrega ao outro, ao que o outro tem que eu não tenho
Como ofertar esse saber adquirido?
E receber também com confiança...
Construir no mundo esperança
No meu mundo Construir
Uma flor no meio das pedras áridas
25.07.2024
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