Certa vez relatei sobre um rapaz que levara seu gato ao veterinário. Ele foi icônico pra mim e me deixou um presente.
Outro dia, na praia, vi outra cena que inspirou o mesmo sentimento. A cena foi a seguinte: a praia num dia de sol, as pessoas que se arriscam em exibir seus corpos, umas mais ousadas outras porque não se privam de usufruir da vida. Todos comportados, em homeostase. As crianças fazendo criancices, a barraca do milho passando. Casais namorando. Mulheres pegando sol. Pássaros voando, pousando, mergulhando... e perto da água um homem de quatro, de sunga, cheio de areia, andando como um cachorro. Naquele momento, apesar de totalmente patético, ele aparentava ser o homem mais feliz do mundo. E seguindo o seu olhar apaixonado vejo sua menina, tão miúda e linda. Ele engatinhava, ela tentava. Ele ria. Ela ria. E toda a praia parecia invisível. E todo o ridículo perdia seu sentido porque o único sentido era o amor. Nada mais importava. Isso é o belo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário