Infinita finita existência
Tempo que não cessa e se acaba
Corpo que nada pondera
Simplesmente é e faz, navega
Tempo que não cessa e se acaba
Corpo que nada pondera
Simplesmente é e faz, navega
Saberes parciais e ignorância
Veias ativas e fortes, correntes
Seiva da vida, escorre
Mares, deslizamentos, temperança
Cores ilusórias nas quais cremos
Músicas singelas, dançantes, serenas
Batucadas no ritmo natural
Sinfonia das plantas com seus insetos
Tudo em pleno funcionamento
Uma ordem desordenada, perfeita
Nossa presença tão marcante, dispensável
E nós tão presos em nós mesmos
Permitir a morte em paz
Ser terra, sentir, ser vento
Vivendo na morte, sentimento
Parte natural é ser capaz
E o contraste na presença
É a máquina que precisa funcionar
Comprar, não ter o alimento
Andar, andar, andar
Sem rumo, sem lar
Volto envolto vulto
Vindo vendo avôo
Fé fugaz infinda
Refugo da fuga afogo
De fogo enfeito a alma
Me olho no olho, na palma
Destino passado, o tempo
Quem sou, onde vou, meu valor
Clareza, recebo-me a mim mesma
Carinho, um colo, conversas
Quanta franqueza com coragem
Prontidão pro que vier sem sofrimento
Momentos de pleno entendimento
E de vitória da natureza sobre mim
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