E então me irritei internamente um pouco com a exigência de que precisa ser a mamãe. Tenho coisas a fazer.
Parei. Respirei. Eles estavam exaustos, ontem dormiram tarde e, portanto, dormiram pouco. Já tínhamos apagado umas pequenas labaredas... e entendi que melhor pra mim era ir eu mesma.
E apaguei as luzes, e dei neles um beijo e boa noite. E respirei fundo, acalmei minha alma e iniciei a cantar Cazuza. Depois migrei pra um ponto de umbanda que fala das rosas. E então Cidade Negra. Cantei ainda Leva no seu bumbar e fiquei saudosa do meu pai.
Enquanto eu estava ali, me acalmando do tanto de coisas que eu tinha pra fazer e escolhendo as músicas que eu gostaria de lhes entregar hoje, percebi o presente que dava a mim mesma a cada dia que podia dedicar uns minutos a cantar pros meus pequenos. O quanto aquele momento diferia de todo o resto dentro de mim. E agora me pergunto onde ou pra quem vou cantar quando eles prescindirem de mim para adormecer.
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