Procuro um lugar pra mim. Há momentos em que não me acho feliz em nenhum lugar. As pessoas que fazem sentido pra mim também estão vazias de mim. Os lugares que fazem sentido pra mim não fazem sentido em si. Os sentidos, esvaziados, os lugares desencontrados e as pessoas despessoalizadas.
Minha clinica está crescendo. Faço supervisão e com ela vejo que há mesmo um valor no meu trabalho.
Meus filhos estão crescendo e, mesmo com minhas inseguranças, os vejo muito interessantes e articulados. Ao menos uma parte disso me diz respeito.
Minhas amizades são boas amizades e as pessoas com quem troco me trazem alegrias de conviver.
E a vontade de deitar numa pedra e ali me manter una com o chão, às vezes é bastante grande.
Se a vida conquistada não faz tanto sentido, a busca de novas vidas, menos ainda. O corpo que pede mais, que quer mais e mais vida. O desencontro dos corpos, as doenças que existem, limitações das mentes. Mentem. Minto. Omito.
A morte é um fim pra carne. Uma boa morte é a dignidade de uma vida. Procuro dignidade. Intensidade é colocar uma verdade onde não há sentido? Ou uma mentira tentando que haja sentido? Morreremos todos indignos?
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