Escrevo pra mim. Quero que seja bom, não quero que seja ruim. Escrevo de mim. Não exponho porque não quero críticas, nem achismos. Quem não sabe de mim sou eu. Não queira saber, nao queira dizer.
Escrevo por angústia de não saber, de não ser, de faltar. Escrevo pra depois lembrar quem fui e por onde passei. Escrevo mostrando uma marca que fiz e que fizeram em mim.
Escrevo um pouco, nunca o suficiente. Escrevo e o texto se esgarça como um tecido, parece poído, velho, gasto. Muitas vezes não gosto. Muitas vezes me exalto. Me exalto por dizer do que não sei, de usar as palavras que vierem apesar das que faltaram.
Queria ser reconhecida, dizer do que ecoa nos outros - os penso tão sós quanto eu - mas me contento em ter meus textos pra mim. Penso: será que um dia haverá um alguém que me lê, me valoriza e que julga com pesar que eu jamais tenha compartilhado de meu mundo com o mundo?
Coisas loucas... Ouço risos. Preciso negar que sejam pra mim, que sejam de mim. Sei que não são. Rejeito a ideia de que ridicularizam o que digo. Os risos que ouço são uma resposta a minha fragilidade de não prestar. Eis o meu caminho dividido: assumir que não presta e que, assim sendo, que riam pois não espero mais que isso ou seguir sabendo que há um valor e que os que riem não sabem, não percebem e não usufruem da riqueza que sou.
Decifro-me e devoro-me.
13.06.2015
sábado, 24 de agosto de 2019
Vivo
Quero que o tempo passe
Que corra
Que me leve
Quero que seja mais leve
Quero sentir mais graça
Mas vejo de perto o buraco
Também danço
Também canto
Escrevo
Gosto de chamego
Gosto do amor
Eu também gosto
Gosto do gosto
Como, como
Sinto-me viva
Ocupo um lugar
Enfeito um quarto
Espero
Choro, choro
Não vejo saída
Me mato
Depois vivo
Curto
Sou intensa
Doce
Calma
Ouço
Penso
Sei como faço
Respondo por meu nome
Assumo
Canto
Canto muito
Escrevo
Me mantenho viva
Me pergunto
Me esforço
Cavo
Desenterro
Requestiono
Lavo e passo
Cuido
Viajo
Vejo o belo
Gosto da chuva
E das cores
Ando descalça
Sinto falta
Sinto só
Sinto triste
Não passa
Lembro
Quase enlouqueço
Amo tanto
Respiro
Ja decidi (?)
Respiro
Vejo o mar bater
E o sol se pôr
09.01.2015
Que corra
Que me leve
Quero que seja mais leve
Quero sentir mais graça
Mas vejo de perto o buraco
Também danço
Também canto
Escrevo
Gosto de chamego
Gosto do amor
Eu também gosto
Gosto do gosto
Como, como
Sinto-me viva
Ocupo um lugar
Enfeito um quarto
Espero
Choro, choro
Não vejo saída
Me mato
Depois vivo
Curto
Sou intensa
Doce
Calma
Ouço
Penso
Sei como faço
Respondo por meu nome
Assumo
Canto
Canto muito
Escrevo
Me mantenho viva
Me pergunto
Me esforço
Cavo
Desenterro
Requestiono
Lavo e passo
Cuido
Viajo
Vejo o belo
Gosto da chuva
E das cores
Ando descalça
Sinto falta
Sinto só
Sinto triste
Não passa
Lembro
Quase enlouqueço
Amo tanto
Respiro
Ja decidi (?)
Respiro
Vejo o mar bater
E o sol se pôr
09.01.2015
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Ciúmes
"1 Sentimento negativo provocado por receio ou suspeita de que a pessoa amada dedique seu interesse e/ou afeto a outrem.
2 Receio de perder algo.
3 Sentimento negativo em que se mesclam ódio e desgosto, provocado pela felicidade ou situação favorável de outrem; inveja
4 Reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade."
Quem nunca sentiu ciúmes que atire a primeira pedra.
Desde que tive um segundo filho que eventualmente sou questionada com um ar de prazer se o mais velho sente muito ciúme. Sempre desconversei, inclusive porque a pergunta é feita a mim na presença dele. Digo que estão se conhecendo, ou que ele adora o irmão, ou que estamos todos aprendendo com essa nova arrumação da família, por aí. Mas a verdade é que esse é um assunto que tem me incomodado. Não tinha como passar sem o ciúme, eu acho. É uma mudança e tanto para passar incólume.
Penso também no meu ciúme. De como já foi, de como ainda é, será que sempre terá?
Qual o nosso lugar no mundo? Que dureza a possibilidade de ser preterido em detrimento de outrem, é sério! Como há diferença nos modos de se relacionar e o quanto a gente estima o afeto do outro segundo a nossa percepção das ações e, pra piorar, as vezes usando nossos próprios critérios (ex: quando a gente gosta pode aparecer quando quiser. Assim age e pensa uma pessoa. Outra ama a beça, mas é sistemática e gosta de avisar e ser avisada das visitas. Não dá pra aferir o outro por si). O receio de deixar de ser amado. O amor é mesmo algo tão grave e sem garantias... A relação com o outro e seu universo é tão enigmática. Existe amor incondicional?
Penso ainda num limite muito tênue entre o respeito ao outro e uma indiferença. Explico: meu afeto (amores, cônjuge, amigos, filhos) deseja estar com outra pessoa que não eu. Eu, em exercício de respeito, deixo-o livre e desejo que seja feliz nessa outra cena onde eu não estarei. O amor, em teoria, é satisfazer a si mesmo com a satisfação do ser amado. Mas não é bem assim, ne? A gente precisa estar incluído de algum modo. O amor é sempre amor próprio.
Ciúme é muito primitivo, muito primário. Ninguém ensinou ciúmes ao Davi. Ele sente sem nem dar nome. Ele age impulsivamente motivado por ciúmes, se arrepende no segundo seguinte. Faz uma confusão só com o amor, o ódio... Nem sei se ele deveras sente-se ameaçado. Desconfio que não. Ele sabe bem o lugar que ocupa e confia cada vez mais. Porém ele quer exercer uma posição central o tempo todo. Nao basta ser amado, é preciso a veneração constante e exclusiva.
E onde isso permanece em nós? Em que medida?
Ja fui muito ciumenta. Muito mesmo. Com todos os meus afetos. Sigo um pouco ciumenta, acho que melhorei porque aumentou meu amor próprio. Confio mais na minha posição única no mundo e que alguns hão de dar valor a isso que sou. E, o melhor! Que os que dão valor são os que pensam e agem de forma mais aproximada a minha. Desse modo, pouco tenho a temer, visto que se afasta de mim aquele que não me valoriza ou percebe naquilo que pra mim é mais caro. Sou meu bem mais precioso.
"Eu não queria magoar você
Foi ciúme, sim
Fiz greve de fome, guerrilhas, motim
Perdi a cabeça
Esqueça
Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro"
2 Receio de perder algo.
3 Sentimento negativo em que se mesclam ódio e desgosto, provocado pela felicidade ou situação favorável de outrem; inveja
4 Reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade."
Quem nunca sentiu ciúmes que atire a primeira pedra.
Desde que tive um segundo filho que eventualmente sou questionada com um ar de prazer se o mais velho sente muito ciúme. Sempre desconversei, inclusive porque a pergunta é feita a mim na presença dele. Digo que estão se conhecendo, ou que ele adora o irmão, ou que estamos todos aprendendo com essa nova arrumação da família, por aí. Mas a verdade é que esse é um assunto que tem me incomodado. Não tinha como passar sem o ciúme, eu acho. É uma mudança e tanto para passar incólume.
Penso também no meu ciúme. De como já foi, de como ainda é, será que sempre terá?
Qual o nosso lugar no mundo? Que dureza a possibilidade de ser preterido em detrimento de outrem, é sério! Como há diferença nos modos de se relacionar e o quanto a gente estima o afeto do outro segundo a nossa percepção das ações e, pra piorar, as vezes usando nossos próprios critérios (ex: quando a gente gosta pode aparecer quando quiser. Assim age e pensa uma pessoa. Outra ama a beça, mas é sistemática e gosta de avisar e ser avisada das visitas. Não dá pra aferir o outro por si). O receio de deixar de ser amado. O amor é mesmo algo tão grave e sem garantias... A relação com o outro e seu universo é tão enigmática. Existe amor incondicional?
Penso ainda num limite muito tênue entre o respeito ao outro e uma indiferença. Explico: meu afeto (amores, cônjuge, amigos, filhos) deseja estar com outra pessoa que não eu. Eu, em exercício de respeito, deixo-o livre e desejo que seja feliz nessa outra cena onde eu não estarei. O amor, em teoria, é satisfazer a si mesmo com a satisfação do ser amado. Mas não é bem assim, ne? A gente precisa estar incluído de algum modo. O amor é sempre amor próprio.
Ciúme é muito primitivo, muito primário. Ninguém ensinou ciúmes ao Davi. Ele sente sem nem dar nome. Ele age impulsivamente motivado por ciúmes, se arrepende no segundo seguinte. Faz uma confusão só com o amor, o ódio... Nem sei se ele deveras sente-se ameaçado. Desconfio que não. Ele sabe bem o lugar que ocupa e confia cada vez mais. Porém ele quer exercer uma posição central o tempo todo. Nao basta ser amado, é preciso a veneração constante e exclusiva.
E onde isso permanece em nós? Em que medida?
Ja fui muito ciumenta. Muito mesmo. Com todos os meus afetos. Sigo um pouco ciumenta, acho que melhorei porque aumentou meu amor próprio. Confio mais na minha posição única no mundo e que alguns hão de dar valor a isso que sou. E, o melhor! Que os que dão valor são os que pensam e agem de forma mais aproximada a minha. Desse modo, pouco tenho a temer, visto que se afasta de mim aquele que não me valoriza ou percebe naquilo que pra mim é mais caro. Sou meu bem mais precioso.
"Eu não queria magoar você
Foi ciúme, sim
Fiz greve de fome, guerrilhas, motim
Perdi a cabeça
Esqueça
Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro"
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Ser infantil
Seres infantis. Somos nós.
Quando será que isso passa a ser pejorativo? E o que fazer comigo, com a minha criança?
Aprendemos tanto na infância e tamponamos alguns impulsos. Que bom. Tudo livre demais não dá muito certo, dá uns choques. Logo vemos isso nos encontros infantis. Quanto mais infantis mais difíceis ou até impossíveis são os encontros. Num primeiro momento, antes dos dois anos, não há sequer interesse numa relação de brincadeira efetiva. A partir dos dois anos começa o interesse, mas é muita crise, tudo é meu, tudo é do meu jeito, uma explosão sentimental pouco contida ou até nomeada (o que também é uma forma de contorno). E começam os jogos de relação, os aprendizados, o balaceamento complicado entre as exigências internas e as externas, o que é possível havendo amor. Porque aquela historia de que o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" é balela das boas. O amor é desafio, é construção árdua, é contrato e cumplicidade.
E daí crescemos, ficamos adultos, maduros, prontos. E infantil vira xingamento. O infantil está sempre no outro... o outro, que.deveria ter crescido e perdido aquele traço que eu perdi (ou que nem perdi, mas não reconheço em mim). Crescer é perder a infância. Daí se vê como é difícil crescer. Ainda que alguns tentem dizer que criança é que é feliz. É feliz porque nao perdeu de todo. Mas vive a perder: um monte de nãos diários e constantes. Meu filho diz "dá uma vontaaaaade". As vezes ele nao se controla e age. Ele é criança. E eu vou lá de novo e persistente, tentar de forma amorosa que ele possa passar pela própria vontade em nome de uma ordem, de um viver em conjunto, da coletividade. Em nome de ser amado e poder amar, eis a verdade.
E o infantil, as vezes tão reprimido, não permite sequer o prazer de ser quando é espaço adequado. É espaço de verdade do ser. Certo dia ia ficar com um grupinho de crianças de 2 anos. Quando as mães se ausentaram, uns chorinhos apareceram. E com eles a minha angústia apareceu. Comecei uma história e cheia de gestos e movimentos os choros foram dando lugar a surpresa. Eu estava satisfeita e realizada até chegar um adulto no meio de toda a cena. Segui com um desconforto sem fim, frio na barriga. Outras preocupações estéticas se faziam presentes em mim. O infantil que me toma e domo como a um dragão. O infantil não é apenas o ser livre pra criar uma história e ser a história. O infantil de nao ser livre pra ser a história no meio das crianças. É preciso muita maturidade para ser infantil e permitir-se permeável. É preciso muita maturidade para não permitir que o infantil aja por cima de nós, além de nós, traindo nosso crescimento e revelando nossos calos nas nossas histórias. É preciso maturidade para ver o infantil batendo a porta e dar passagem ou dar um abraço e calar.
Aprendemos tanto na infância e tamponamos alguns impulsos. Que bom. Tudo livre demais não dá muito certo, dá uns choques. Logo vemos isso nos encontros infantis. Quanto mais infantis mais difíceis ou até impossíveis são os encontros. Num primeiro momento, antes dos dois anos, não há sequer interesse numa relação de brincadeira efetiva. A partir dos dois anos começa o interesse, mas é muita crise, tudo é meu, tudo é do meu jeito, uma explosão sentimental pouco contida ou até nomeada (o que também é uma forma de contorno). E começam os jogos de relação, os aprendizados, o balaceamento complicado entre as exigências internas e as externas, o que é possível havendo amor. Porque aquela historia de que o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" é balela das boas. O amor é desafio, é construção árdua, é contrato e cumplicidade.
E daí crescemos, ficamos adultos, maduros, prontos. E infantil vira xingamento. O infantil está sempre no outro... o outro, que.deveria ter crescido e perdido aquele traço que eu perdi (ou que nem perdi, mas não reconheço em mim). Crescer é perder a infância. Daí se vê como é difícil crescer. Ainda que alguns tentem dizer que criança é que é feliz. É feliz porque nao perdeu de todo. Mas vive a perder: um monte de nãos diários e constantes. Meu filho diz "dá uma vontaaaaade". As vezes ele nao se controla e age. Ele é criança. E eu vou lá de novo e persistente, tentar de forma amorosa que ele possa passar pela própria vontade em nome de uma ordem, de um viver em conjunto, da coletividade. Em nome de ser amado e poder amar, eis a verdade.
E o infantil, as vezes tão reprimido, não permite sequer o prazer de ser quando é espaço adequado. É espaço de verdade do ser. Certo dia ia ficar com um grupinho de crianças de 2 anos. Quando as mães se ausentaram, uns chorinhos apareceram. E com eles a minha angústia apareceu. Comecei uma história e cheia de gestos e movimentos os choros foram dando lugar a surpresa. Eu estava satisfeita e realizada até chegar um adulto no meio de toda a cena. Segui com um desconforto sem fim, frio na barriga. Outras preocupações estéticas se faziam presentes em mim. O infantil que me toma e domo como a um dragão. O infantil não é apenas o ser livre pra criar uma história e ser a história. O infantil de nao ser livre pra ser a história no meio das crianças. É preciso muita maturidade para ser infantil e permitir-se permeável. É preciso muita maturidade para não permitir que o infantil aja por cima de nós, além de nós, traindo nosso crescimento e revelando nossos calos nas nossas histórias. É preciso maturidade para ver o infantil batendo a porta e dar passagem ou dar um abraço e calar.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Mãezinha
Mãezinha é o nome que te dão após a maternidade.
A galera que tá pra frentex reclama. Elas têm razão.
Mãezinha poderia ser um nome carinhoso. As vezes até acho que é. Mas na maioria das vezes é pra nos desmerecer, desconsiderar, nos dobrar.
Faz uma semana que estou no hospital. Meu nome é mãezinha.
Onde estou são 18 leitos. São 18 mãezinhas com seus filhos.
O guia da mãezinha
A pessoa curinga, qualquer, despersonalizada. Mãezinha facilita, não precisa saber nome de ninguém. Você entra com seu bom dia protocolar, faz seu trabalho também como é todo santo dia. Mais um paciente, desses que vem e vão, mais uma acompanhante: a mãezinha.
A irresponsável. Aquela que tá dando trabalho indevidamente. Pedindo pra explicar procedimentos, reclamou de alguma coisa que é feita sempre. Você olha pra ela e diz: "mãezinha, tem certeza que você vai x,y,z. Sendo que x,y,z não é o pedido. Ela quer entender, participar do projeto.
A bobinha. Aquela que vai acreditar que não sabe de nada, afinal é mãe de primeira viagem, nao tem experiência nenhuma. Precisa de ensinamentos básicos e dicas preciosas. Se você for essa mãezinha, se liga! Você pode até estar mesmo aprendendo, mas você sente, você sabe muita coisa. Cuidar do seu filho tem a ver com o que você acredita como cuidado e bem. Não creia ser bobinha não, se empore!
A coitadinha. Essa é aquela que está passando por maus bocados, muitas vezes sozinha. E aí, no meio das lágrimas, tem o consolo as vezes ate amoroso: "Não fica assim não, mãezinha", as vezes seguido de um "vai passar". É verdade... antes esse afeto desafetado que nenhum. Mas na verdade a gente precisa de abraço, de colo, de cuidado. A gente precisa ser ouvida, acolhida, nunca calada. A maternidade é mesmo um pouco dura, mas tem inúmeras belezas. E tem amor, amor e amor.
Não chama de mãezinha, não!
A galera que tá pra frentex reclama. Elas têm razão.
Mãezinha poderia ser um nome carinhoso. As vezes até acho que é. Mas na maioria das vezes é pra nos desmerecer, desconsiderar, nos dobrar.
Faz uma semana que estou no hospital. Meu nome é mãezinha.
Onde estou são 18 leitos. São 18 mãezinhas com seus filhos.
O guia da mãezinha
A pessoa curinga, qualquer, despersonalizada. Mãezinha facilita, não precisa saber nome de ninguém. Você entra com seu bom dia protocolar, faz seu trabalho também como é todo santo dia. Mais um paciente, desses que vem e vão, mais uma acompanhante: a mãezinha.
A irresponsável. Aquela que tá dando trabalho indevidamente. Pedindo pra explicar procedimentos, reclamou de alguma coisa que é feita sempre. Você olha pra ela e diz: "mãezinha, tem certeza que você vai x,y,z. Sendo que x,y,z não é o pedido. Ela quer entender, participar do projeto.
A bobinha. Aquela que vai acreditar que não sabe de nada, afinal é mãe de primeira viagem, nao tem experiência nenhuma. Precisa de ensinamentos básicos e dicas preciosas. Se você for essa mãezinha, se liga! Você pode até estar mesmo aprendendo, mas você sente, você sabe muita coisa. Cuidar do seu filho tem a ver com o que você acredita como cuidado e bem. Não creia ser bobinha não, se empore!
A coitadinha. Essa é aquela que está passando por maus bocados, muitas vezes sozinha. E aí, no meio das lágrimas, tem o consolo as vezes ate amoroso: "Não fica assim não, mãezinha", as vezes seguido de um "vai passar". É verdade... antes esse afeto desafetado que nenhum. Mas na verdade a gente precisa de abraço, de colo, de cuidado. A gente precisa ser ouvida, acolhida, nunca calada. A maternidade é mesmo um pouco dura, mas tem inúmeras belezas. E tem amor, amor e amor.
Não chama de mãezinha, não!
Assinar:
Comentários (Atom)