Peguei a Monstra, minha mochila, e iniciei preparativos. Apesar da extensa lista que eu mesma preparei para não esquecer nada, é sempre exaustivo conferir a conferência e ainda manter a bateria do celular no 100%. Até que finalmente saímos, sempre mais tarde do que planejamos.
Quando saio do carro é um misto da alegria de começar com o estarrecimento do peso da Monstra. Olho pra ela meio torto, puxo com força, jogo no quadril pra aguentar o rojão e visto a bendita, já pensando em por quanto tempo aquilo precisará ser suportável.
O isolante, nem sempre bem colocado, às vezes esbarra nas coisas, o que é irritante mas em geral eu finjo que não me incomoda.
A Monstra acaba em segundo plano diante dos cuidados com o Iuri e das constantes queixas para que o Davi não suma da minha vista correndo sempre a frente do grupo.
Se tem alguém pouco experiente sinto-me responsável pelo bem estar do convidado e almejo que ele possa maravilhar-se como eu, que pra ele faça sentido aquela loucura.
Passa, passa, um passo e outro.
Vamos subindo, vendo e o vento no rosto.
Tempo bom, nuvens no céu, risco de chuva, avaliar os riscos, apreciar o presente, as cores, vamos em frente.
E chegando desço a Monstra e começa a arrumação. Ela me salva, trouxe de tudo, casa, calor, comida... Monstra, eu te amo. E monto a barraca e à ponho para dentro, quase a abraço.
E vivemos de tudo, tempo estendido, cumplicidade, cooperação. Olhos que procuram olhos. Olhos que vêem e chamam: vem ver! O belo. Belo que compartilhamos. O lanche é o melhor lanche. A companhia é a melhor companhia. E o momento é o melhor momento. Único. Pára tempo. Deixe que eu veja como cheguei até aqui. Vivi, eis quem sou. Será que volto? Sim, sim. Monstra mais vazia, preciso renovar. Limpar as coisas e a mim mesma. O melhor banho, minha cama, a melhor cama. E a vontade de voltar. Monstra, me leva de novo pra lá.
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