E no fim, sem mais, morreremos.
Isso significa que a paz será nossa garantia.
Enquanto isso oscilamos entre o prazer e a desgraça de existir.
Os momentos de prazer são desejados, planejados.
Os momentos ruins nos fazem querer desistir. A vida não vale a pena. São tão intensos e significativos que perdemos a noção de que há outros possíveis que chegarão. Que tudo muda, há expansão e retração, passam as boas fases e também as péssimas.
O humano ainda tem uma característica muito interessante: a adaptação. Então, há situações que não passam, elas se tornam permanentes. Mas o nosso olhar sobre as mesmas coisas muda. O insuportável se torna suportável. O absurdo se torna aprendizado. E, diante de um mesmo caos, passamos a viver momentos alegres.
Tudo é impermanência.
No pior dos cenários, nos ausentamos de nós mesmos. A paz é nossa última garantia.
E no fim, sem mais, morreremos.
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