Me pego ponderando o carpe diem, as múltiplas possibilidades que se apresentam andando sempre pra frente desapegada de lugares, pessoas, coisas e confortos. O que me impede de constituir outro modo de viver ou o quanto a minha realidade é escolhida dia após dia. O preço do medo que anula a minha liberdade. O quanto de violência eu viveria pela liberdade escolhida... e, finalmente, o meu compromisso com os que contam comigo, que de forma mais visceral são os meus filhos.
Hoje realmente me sinto enredada na minha responsabilidade com esses seres. E mais que isso: eu os amo tanto que jamais abandonaria o meu trabalho pela metade. Esse esculpir junto deles as pessoas que se tornarão... e também a sensação de que o desamparo é um rombo. Eu me interesso por eles mesmo, de corpo e alma. Essa fantasia do largar tudo sem destino certo é na verdade uma necessidade de tomar ar, ter outros viveres. E também ensaia meu vôo que ainda não dei, e que as vezes me larece sem referências, sem segurança. Um passo para a liberdade e para o perigo. Poderei voar ou cair. E será preciso me arriscar um pouco. Não em direção ao nada, mas em direção ao reino que construí pra mim. Não um devaneio, um saber.
Nenhum comentário:
Postar um comentário