O mundo secreto das mentes engana inocentes. Acreditam que muito são, muito sabem e não entendem nada. Por que ele grita? Por que não fala? Há quem responda. Não creio, desvio. Sinto arrepio, um pouco de nervoso, um carinho sem alvo certo. Não sei nem se estou ali pra ele, se sabe meu nome, se significo alguma coisa. Curiosidade de saber seu universo de criança, suas vontades nas músicas que escolhe, no olhar que se acha e se perde, que tanto entende mas nem sempre retorna. O grunhido que os pais diferenciam se é de alegria, angústia, chateação.
Que será que lhe aconteceu? Será uma escolha subjetiva? Serão os remédios? Foi a zika? Que faz esse menino tão querido tão distante do meu normal? Serei eu pra ele também meio esquisita? Eu e as minhas inserções e concepções. Eu e ele: tão livres e prisioneiros de nós mesmos. Sorte a minha que escrevo. Ele urra. Sorte a dele que urra. Eu escrevo.
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