Oi, oi, bom dia! Ou nem será bom nem será dia? Que cansativo... pelo menos já é noite? Descanse ou cante. Veja o que lhe convém. Esqueça também. De mim? Sim... fazer o quê? Agora só importa você. E ficarei ali, esperando, mais um encontro que teremos. Oremos.
Silêncio! Ou pensa que não preciso de um tempo? Lamento. Cá estou já escrita. Segue, leia, meus intervalos já foram dados. Entre um colo, um dia, um cansaço, eu vim tecer nossos retalhos. Quem sabe construímos um templo com eles? No altar colocaremos uma foto nossa. E em nosso ritual ofereceremos nossos desencontros e venerações, serviremos uma mesa farta de água, pedras e dos frutos que plantamos. Hoje já nos alimentam. O espelho que vejo em seus olhos também está aqui registrado. E as músicas que compus estão cheias dos seus abraços. Enquanto as faltas que nos permeiam abriram espaço para distanciamentos ou criações.
E desejando ser amada e ao mesmo tempo amando amar te digo: não siga se não quiser. Basta o templo construído. Pode vir comigo. Você faz parte de mim. E pode ficar também, tenho aprendido a caminhar só.
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