Ele nao sabia fazer essa articulação e passou a me chamar de Nana, apelido que me acompanhou por bons anos.
Depois veio o facebook. Eu não queria ser achada. Uma frescurinha de que meus pacientes iriam me procurar. E no nosso tempo, quem nunca? Descobri que minha analista foi sequestrada e nunca falei com ela a respeito. E olha que nem sou do tipo que fica procurando os perfis por aí. Há quem me aguce esse tipo de curiosidade, acontece! Enfim, tudo isso pra dizer que não queria ser Ana Taves no facebook. Sou Ana Taves, é meu nome nas fotos, na escrita, é como eu gosto mais. Mas no face sou Ana Aninha. Ficou bom assim.
Sou Ana desde a 3a série. Mas não é qualquer coisa. Muitos sabem que meu nome é Ana Luiza. Alguns porque o tempo não deixa esconder, outros porque indelicadamente me pedem complemento quando me digo Ana. "Só Ana?" Ou "Ana o quê?", me perguntam. E digo quase impaciente: Ana Luiza. Em ambientes formais também sou Ana Luiza. Bem formais mesmo, quando acho que um nome a mais pode me garantir um pouquinho mais de credibilidade. Mas retornando: Ana desde a 3a série. Aconteceu que tive a infelicidade de antes disso estudar com outra Ana Luiza. Uma menina fofinha, de cabelos pretos e lisos. Uma guria que adorava o meu pai e corria pros braços dele na saída da escola. Ela, a Aninha, era o cão chupando manga. E eu, a Ana Luiza, era uma menina tão pequena que nem cabia em mim todo ciúme que eu tinha dela. Ela era querida, mas era ruinzinha que só. Organizava dentre os pequenos os guetos, já havia opressão. E o que importa é que dali pra frente, quando mudei de escola, meu nome não era mais Ana Luiza, esse nome enooorme e tão pouco carinhoso diante de um "Aninha". E passei a ser Ana. No face Ana Aninha, por via das dúvidas. E Nana, sempre, na minha família. Então achei esse nome no blog "anananinha" um aglomerado bem interessante.
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