Séria. Não nasci assim. Nasci inconvenientemente feliz, expansiva. Mas me seriei. Serial de mim, marca, lugar no mundo, lugar no sexo. Sexual pois algo aí, talvez, faça de mim mais retraída, mais precavida. No limite entre não ser invadida nem rejeitada. O que seria? Seria séria. Amada por uma perspicácia tola, cantando fechado para que as notas abertas não ecoassem o horror. Um horror inerente -inescondível - rachado como taquaras.
Seria séria e triste? Só. Sem o direito ao erro. Que será que recuso da graça? Que graça...?!
Se não for mais tão séria quem serei, o que seria? Não sei. Ria... mais! E mais! Se rio, deságuo. Num mar de mim. No amar sem fim.
13novembro2015
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