Tudo começa com a subida
Era muita lama na estrada
E o carro tentava, na lida
Que a gente nao ficasse atolada
Girando em falso a roda
La embaixo a pirambeira
E lajota por lajota se acomoda
Foi feito um caminho sem zoeira
Eu lembro da chegada
Do encontro com alegria
Do olhar da criançada
No campinho a turma corria
E o dia ia passando
As vezes iamos na clareira
Confraternizando e cantando
Era sério e brincadeira
Lembro do meu irmão muito sujo
De lambuzar-se feliz na lama
Minha mãe chamando o dito cujo
Pedindo pra parar e ele reclama
Chegava logo a tardinha
Me marcou a mosquitada
E pra termos agua quentinha
Era de forma atrasada
Quando a tarde caia
Vinha alguém bem faceiro
Por o fogo que aquecia
A agua do nosso chuveiro
E na hora da sessão
Iam os maiores pro clubinho
Eram amigos do coração
Dos quais eu lembro com carinho
Os que acordados ficavam
Tinham ouvidos bem atentos
Findada a sessão disparavam
Para o convívio e alimentos
As vezes também tinha fogueira
Cores azuis, verdes e amarelas
E ainda que não de forma corriqueira
Da caixa dagua víamos estrelas
Mais comum era o violao
Em mim tocavam aquelas musicas
E ainda hoje comigo vão
Minhas lembranças oníricas
E chegava a hora de ir embora
A saudade se fazia
Ansiava no mundo la fora
Voltar ao vale da harmonia
Novembro2018
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